A notícia da morte da ex-sinhazinha da fazenda do Boi Garantido, Djidja Cardoso, na manhã desta terça-feria (28), em Manaus, possivelmente por overdose, acendeu um alerta para o uso de um anestésico para cavalos, a droga Ketamina (ou Cetamina), que possui alto poder alucinógeno e dissociativo, e é consumida de forma recreativa em “festas rave”, sendo inalada, fumada ou injetada.

Na imagem, um frasco da droga e o corpo de Djidja
Ao que tudo indica, a Key (como também é conhecida a droga), foi responsável pela morte prematura de Djidja, aos 32 anos. A autópsia e o exame toxicológico deve apontar, nos próximos dias, os níveis desta e de outras substâncias que a também Rainha do “A Bordo – o Reality”, pode ter usado nos últimos meses, ao que tudo indica, juntamente com seu irmão, sua cunhada e sua própria mãe.
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Os perfis de fofoca do Instagram, tem divulgado, nas últimas horas, inúmeros vídeos que escancaram a faceta mais sombria de sua família. O primeiro indício do uso da droga Ketamina foi encontrado em um vídeo publicado pelo irmão de Djidja, na sala de sua casa, onde filmava a tela da TV transmitindo a final do BBB24, no último dia 16 de abril.

O irmão e Djidja Cardoso, na final do reality A Bordo
Ao perceber que no enquadramento aparecia, ao lado da TV, um frasco da droga, ele logo pede à sua mãe que retire, o que é flagrado pela lente de seu celular. Em seguida, se ouve ao fundo: “E agora Djidja, vai nos incriminar?”.

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Outro vídeo, mostra lamentavelmente a cunhada de Djidja, em transe, no chão do quarto, com uma seringa na mão, e na outra um frasco de Ketamina. Sem ação, com os olhos abertos, a jovem tenta se levantar, mas não consegue, enquanto outra pessoa filma com desdém, em tom de repreensão, do estado da influencer.

Frame do vídeo onde a cunhada de Djidja aparece ao chão de seu quarto, sob o efeito da droga
A exposição das últimas horas chega ao seu ápice com a divulgação do próprio vídeo de Djidja Cardoso, já morta, em sua cama, com a aparência roxeada. Seu irmão, aparece sem reação ao lado da cama, enquanto sua mãe, grita ao fundo: “Porque que, quando eu toco nela, ela volta ao normal? Me explica isso!”, parecendo estar sob efeito de entorpecente, para declarar tal afirmação absurda. Veja o vídeo:
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Este é um recorte da realidade de vários lares brasileiros, onde tudo aparentemente está normal, mas entre quatro paredes a mente e a vida de nossos jovens vem sendo corroídas pelo uso indiscriminado de substâncias alucinógenas e medicamentos de uso restrito, manipulado de forma recreativa.
No mundo, o primeiro caso de uso abusivo da Ketamina foi registrado nos EUA, na década de 1970. Já no Brasil, a droga chegou uma década depois e hoje é conhecida como “Key”, Keyla”, “Special K” ou simplesmente “Keta”. Diversas prisões e apreensões da droga têm sido registradas pelo Brasil, como a foto abaixo indica, em uma operação da polícia civil do Distrito Federal, em novembro de 2023, em Brasília.

Outros arquivos estão sendo publicados enquanto escrevo este artigo. Áudios da mãe de Djidja repreendendo sua irmã, dizendo que podia ajudá-la a superar o luto e a falar com o falecido filho é mais um lamentável capítulo desse filme de torror. O áudio demonstra ainda uma recomendação para que a tia de Djidja procure estudar sobre psicodélicos, a comer cogumelo e a fumar cannabis (maconha).
Infelizmente, este artigo precisou expor toda essa tragédia familiar para: primeiramente informar sobre os perigos dessa droga. Mas, principalmente para dizer: ainda há tempo para pedir ajuda. Não permita que sua vida, a de um amigo ou familiar seja tragada dessa forma. E fica um pedido deste autor: compartilhe este artigo com o máximo de pessoas que você puder. Conhecimento é poder. E você poder estar salvando uma vida nesse momento.
Sobre o autor
Marcello de Paulo é jornalista, colunista e editor-chefe do Portal N1.