Israelenses e palestinos comemoraram nesta quinta-feira (9) o anúncio de um cessar-fogo e de um acordo sobre a libertação de reféns, parte inicial da proposta de paz liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim à guerra em Gaza.

Foto: Dawoud Abu Alkas – Reuters
Na Cidade de Gaza, equipes de emergência soaram sirenes e entoaram cânticos de alegria logo após o anúncio. “É uma emoção indescritível, ainda não conseguimos acreditar”, relatou um integrante da defesa civil local.
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Segundo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o cessar-fogo entrará em vigor após a ratificação pelo governo israelense, que se reunirá após um encontro do gabinete de segurança previsto para as 17h (horário local). O coordenador de reféns de Israel, Gal Hirsch, afirmou que a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados ainda está sendo finalizada.
De acordo com fontes próximas às negociações, o acordo prevê a interrupção dos bombardeios, a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza e a libertação de reféns israelenses capturados durante o ataque do Hamas em 2023, em troca de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
As forças israelenses devem iniciar a retirada dentro de 24 horas após a assinatura do documento, enquanto a libertação dos 20 reféns israelenses ainda vivos é esperada para domingo (12) ou segunda-feira (13). Outros 26 reféns foram declarados mortos, e o destino de dois ainda é incerto. O Hamas informou que pode precisar de tempo para localizar os corpos espalhados por Gaza.
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Apesar da expectativa de paz, moradores relataram novos ataques aéreos na Cidade de Gaza nas horas que antecederam a assinatura do acordo. O Ministério da Saúde de Gaza informou que nove palestinos morreram nas últimas 24 horas em decorrência de disparos israelenses.
Em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, o morador Abdul Majeed Abd Rabbo expressou alívio. “Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue e das mortes. Não sou o único feliz — toda a Gaza, o povo árabe e o mundo inteiro celebram esse momento”, disse.
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A ofensiva israelense, iniciada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, deixou mais de 67 mil mortos, segundo autoridades de saúde de Gaza. O ataque do grupo palestino matou cerca de 1.200 pessoas em Israel e levou 251 pessoas como reféns, segundo dados israelenses.
Mesmo após dois anos de conflito, o acordo firmado no Egito representa o primeiro passo concreto de uma estrutura de 20 pontos apresentada por Donald Trump, que busca encerrar o ciclo de violência e permitir a reconstrução da região devastada.