O projeto que cria unidades especializadas das polícias Civil e Militar para atuarem nos rios da Amazônia avançou no Congresso após ser aprovado na Comissão de Segurança Pública do Senado. A proposta, de autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), determina que a Polícia Militar faça o patrulhamento fluvial, enquanto as investigações ficarão sob responsabilidade das polícias civis. O texto agora segue para análise da Câmara.

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A medida ganhou destaque em razão do aumento dos ataques cometidos pelos chamados “piratas dos rios”, que abordam embarcações em regiões isoladas. Em Benjamin Constant (AM), um desses ataques resultou em confronto com a polícia, deixando dois suspeitos mortos, três presos e duas vítimas do roubo. Para o senador Omar Aziz (PSD-AM), a aprovação representa um avanço importante, pois “os rios são estrada, mercado e rotina” na região, e o projeto poderá trazer ações concretas para a segurança.
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O presidente da Associação Amazonense de Municípios, Anderson Souza, defendeu que o policiamento fluvial é essencial para impedir que criminosos alcancem as cidades. Ele destacou que os ataques ocorrem em rios como Purus, Juruá, Solimões e Amazonas, onde quadrilhas se instalam em pontos estratégicos. Segundo Souza, “esse trabalho da Polícia Militar nos rios ajuda a controlar a violência”, mas é necessário criar estruturas permanentes de cooperação e permitir que cada município tenha sua própria guarda armada.
Souza também ressaltou a urgência da aprovação na Câmara para melhorar o deslocamento de moradores que passam dias viajando em embarcações e enfrentam assaltos frequentes. “Precisamos combater essa desordem e garantir tranquilidade ao nosso povo”, afirmou. Ele disse que há articulação com o governo estadual e apoio de parlamentares para aquisição de veículos e embarcações às secretarias municipais de segurança.
O deputado Comandante Dan (Podemos), presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Amazonas, avaliou que a ausência de integração entre as forças policiais é um dos maiores entraves na região. Para ele, a atuação conjunta deveria ser mais forte, especialmente na fronteira, onde ocorre a entrada de drogas e armas. “Sem integração real e sem fortalecimento das Forças Armadas, continuaremos enxugando gelo”, afirmou, defendendo políticas públicas permanentes nas comunidades ribeirinhas e reforço contínuo do Estado para evitar que facções se instalem na Amazônia.