PESQUISA POLÊMICA

Estudo de Oxford sobre IA afirma que, no Brasil, amazonenses são menos inteligentes

Relatório indica que sistema atribuiu classificações mais baixas a estados do Norte e Nordeste, como Amazonas e Maranhão


Um levantamento conduzido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificou que respostas geradas por inteligência artificial podem reproduzir visões preconceituosas sobre regiões brasileiras. O estudo, divulgado em janeiro, analisou como o ChatGPT descreve diferentes partes do país e constatou discrepâncias nas classificações atribuídas a estados.

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O relatório, intitulado The Silicon Gaze (“O Olhar de Silício”), tem escopo internacional, mas inclui uma análise detalhada em nível subnacional de três países: Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. No recorte brasileiro, os pesquisadores observaram diferenças de tratamento entre as unidades da federação.

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De acordo com o estudo, foram examinadas 20,3 milhões de interações com o sistema da OpenAI. A partir desse conjunto de dados, os pesquisadores avaliaram padrões de respostas e identificaram que alguns estados receberam avaliações significativamente inferiores em comparação a outros.

Entre os exemplos citados, Amazonas e Maranhão aparecem com classificações mais baixas, associadas à ideia de menor inteligência dos moradores. Em contraste, estados como São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal, foram enquadrados entre os mais bem avaliados nesse quesito.

Os autores explicam que a pesquisa utilizou um sistema de pontuação para converter as respostas da IA em indicadores comparáveis, formando um ranking entre as regiões. A partir dessa metodologia, o estudo buscou mapear como percepções regionais podem ser refletidas ou ampliadas por sistemas de inteligência artificial.

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