O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o senador pelo estado do Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates (PT), como o novo presidente da Petrobras. O senador é formado em Direito e Economia, e confirmou a indicação.

Foto: Ricardo Stuckert/PT
“Recebi hoje a missão de comandar a Petrobras pelos próximos anos. Muito me honra a escolha do Presidente Lula que coloca sobre mim a responsabilidade de conduzir uma empresa que é patrimônio de todos os brasileiros”, afirmou.
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Conforme, Jean Paul, seu nome apenas foi indicado pelo presidente eleito, pois ainda que depois da posse do novo governo, o petista terá que enfrentar pela frente “um processo burocrático, estabelecido pela legislação e pelos sistemas de governança da Petrobras, até que ocorra a formalização do meu nome como presidente da companhia”.
Para o senador, a sua aprovação precisa passar pela aprovação do conselho da estatal. “Nesta oportunidade, terei a chance de me dirigir ao Conselho da empresa e à sociedade em geral para apresentar de forma detalhada nossos planos para a empresa”, destacou.
Caso seja aprovado para assumir a presidência da Estatal, o senador terá pela frente uma missão bem difícil de conduzir, pois o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na terça-feira (27), solicitou ao atual ministro da Economia, Paulo Guedes, que “não prorrogue a desoneração de tributos federais sobre os combustíveis”. Conforme a declaração realizada pelo futuro ministro, Guedes teria aceito o pedido e instruído a atual equipe econômica para não realizar nenhuma atitude que possar “impactar” o novo governo.
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Com essa decisão, o preço dos combustíveis em todo o país poderá ter um aumento significativo, a partir de janeiro de 2023, pois o prazo final da desoneração termina em 31 de dezembro desse ano. O futuro ministro declarou que o pedido foi “genérico”, pois o atual governo se abstém de responsabilidades de tomar qualquer medida em final de mandato, que venha a impactar o futuro governo. Haddad relatou que Guedes concordou em se abster e que, com apenas três dias para o fim do governo Bolsonaro, não há urgência em resolver essas questões.