A jogadora brasileira de vôlei de praia Carol Solberg não disputará a primeira etapa do Circuito Mundial de 2026, programada para ocorrer entre os dias 11 e 15 de março, em João Pessoa (PB). A ausência é resultado de uma suspensão aplicada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), que considerou “atitude antidesportiva” uma declaração feita pela atleta em novembro do ano passado.

Foto: Elsa/Getty Images
O episódio ocorreu durante a etapa da Austrália do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Na ocasião, Carol conquistou a medalha de bronze ao lado da parceira Rebecca. Após a partida, ao comentar o resultado, ela celebrou também a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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“É um dia maravilhoso para mim, estou tão feliz. E também é um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocaram na cadeia o pior presidente de todos os tempos. Bolsonaro está preso e é tão importante que celebremos”, afirmou a jogadora à época.
Em seguida, completou: “Vamos comemorar, galera, Bolsonaro na cadeia, porra!”.
A informação sobre a punição foi divulgada pelo Blog do Juca Kfouri. Até o momento, Carol Solberg não se manifestou publicamente sobre a decisão da entidade internacional.
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Histórico de polêmica
Não é a primeira vez que a atleta se envolve em controvérsia por manifestações políticas. Em outubro de 2020, ela foi denunciada ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após declarar “fora Bolsonaro” durante uma entrevista.
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Na ocasião, a procuradoria do tribunal chegou a pedir multa de R$ 100 mil e suspensão da atleta. Entretanto, o STJD decidiu aplicar apenas uma advertência.
Com o novo episódio, a discussão sobre manifestações políticas no esporte volta ao centro do debate, especialmente em competições organizadas por entidades internacionais.