Os Estados Unidos admitiram a possibilidade de realizar ações militares contra cartéis que atuam na América Latina. O posicionamento foi apresentado nessa quinta-feira (5) durante a conferência “Américas contra os cartéis”, realizada na sede do Comando Sul dos EUA, em Miami. O governo norte-americano afirmou que prefere atuar em parceria com os países da região, mas não descarta operações unilaterais caso considere necessário.

Foto: Kevin Dietsch/Getty Images
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington está preparado para agir contra essas organizações criminosas, inclusive sozinho, se a situação exigir. Apesar disso, ele ressaltou que a prioridade do governo é fortalecer a cooperação com países vizinhos e aliados para enfrentar o crime organizado e o narcotráfico.
Continua depois da Publicidade
Durante o encontro, autoridades norte-americanas defenderam maior colaboração militar e de inteligência entre as nações do continente. Hegseth também mencionou a chamada nova Doutrina Monroe, defendida pelo presidente Donald Trump, que prevê a possibilidade de ações mais duras contra grupos ligados ao narcotráfico na região.
O debate ocorre após uma operação militar conjunta entre Estados Unidos e Equador contra grupos classificados como narcoterroristas. O comandante do Comando Sul, Francis Donovan, reforçou que os EUA preferem atuar em parceria com outros países, mas afirmou que o país não hesitará em agir quando julgar necessário.
Segundo autoridades dos EUA, operações contra o narcotráfico já vêm sendo realizadas no Pacífico e no Caribe. Desde setembro do ano passado, 44 embarcações ligadas ao tráfico de drogas foram destruídas na região. O governo norte-americano também cita o aumento das mortes por overdose e do tráfico de pessoas como justificativas para adotar uma postura mais rígida no combate ao crime organizado.