Manaus será a primeira cidade a receber o espetáculo “O Pianista e o Poeta”, que reúne no palco o maestro João Carlos Martins e o escritor Gabriel Chalita. A apresentação está marcada para o dia 13 de março, no Teatro Amazonas, e integra as celebrações pelos 72 anos da Fecomércio Amazonas. A capital amazonense será o ponto de partida da turnê nacional da produção.

Foto: Karim Kahn/Sesi-SP
Após a estreia na cidade, o espetáculo seguirá para outras capitais brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte. A montagem tem direção artística de Jorge Takla, reconhecido por sua extensa trajetória no teatro e na ópera, com mais de uma centena de produções realizadas no Brasil e no exterior.
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Com duração aproximada de 50 minutos, o espetáculo propõe um encontro entre música e literatura. No palco, João Carlos Martins interpreta obras de compositores consagrados como Bach, Chopin, Beethoven, Schubert, Morricone, Khachaturian e Ginastera, enquanto Gabriel Chalita conduz o público por textos de autores que marcaram diferentes épocas e correntes de pensamento.
Entre os escritores apresentados durante a performance estão nomes como Cora Coralina, Simone de Beauvoir, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Adélia Prado, João Cabral de Melo Neto e Manoel de Barros. A apresentação combina música ao vivo, leitura interpretada e projeções de imagens que retratam momentos importantes da trajetória artística de João Carlos Martins.
Reconhecido internacionalmente, Martins iniciou a carreira como pianista prodígio e se apresentou em importantes palcos mundiais, como o Carnegie Hall e o Lincoln Center. Após enfrentar graves limitações físicas que o afastaram do piano por um período, reinventou sua carreira como maestro e tornou-se um símbolo de superação e dedicação à música.
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Gabriel Chalita, por sua vez, é escritor, professor universitário e integrante da Academia Paulista de Letras. Autor de mais de 90 livros, com mais de 12 milhões de exemplares vendidos, construiu uma obra marcada por reflexões sobre ética, educação, filosofia e sensibilidade humana, além de trabalhos teatrais que unem profundidade filosófica e lirismo.
A proposta do espetáculo é criar um diálogo entre som e palavra, convidando o público a refletir sobre a força da arte como elemento capaz de atravessar gerações, despertar emoções e estimular novas perspectivas em tempos de transformações e incertezas.