PERDAS

Correios registram prejuízo bilionário em 2025, mesmo após plano de reestruturação

Déficit chega a R$ 8,5 bilhões, impulsionado por despesas judiciais; programa de demissão voluntária gera economia, mas adesão fica abaixo do esperado


Os Correios encerraram o ano de 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira (23), em Brasília. O resultado representa mais que o triplo do déficit registrado em 2024, quando a estatal fechou o período com perdas de R$ 2,6 bilhões. A apresentação ocorre cinco meses após a aprovação de um plano de reestruturação da empresa.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

De acordo com os dados, a receita total da companhia foi de R$ 17,3 bilhões, o que corresponde a uma queda de 11% em relação ao ano anterior. Já o patrimônio líquido terminou o período negativo em R$ 13,1 bilhões.

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Segundo o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, a maior parte do prejuízo está relacionada a despesas judiciais, que somaram R$ 6,4 bilhões. Entre os principais fatores estão ações trabalhistas, incluindo custos ligados ao Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta Externa e ao Adicional de Periculosidade.

Dentro das medidas adotadas para enfrentar a crise financeira, a empresa implementou um Programa de Demissão Voluntária (PDV). A expectativa inicial era de 10 mil adesões, mas o número efetivo ficou em 3.756 desligamentos. Ainda assim, a iniciativa gerou economia de R$ 147 milhões em 2025, com projeção de alcançar R$ 775 milhões em 2026.

Rondon destacou que, apesar do cenário negativo, o programa trouxe impactos positivos para a estrutura da empresa. “O PDV foi um sucesso, gerou um desligamento robusto, gera uma economia substancial para a companhia que agora a gente está finalizando as estimativas para enxergar no âmbito de 2027, que é o que está projetado no plano, para enxergar quais ações adicionais que a gente pode adotar”, afirmou.

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Além do PDV, o plano de reestruturação inclui a venda de imóveis ociosos e ajustes na estrutura de pessoal e benefícios, medidas que seguem em andamento como parte da estratégia para reequilibrar as contas da estatal.