A Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicou que há alta probabilidade de retorno do fenômeno climático El Niño nos próximos meses, com início previsto entre maio e julho. A mudança nas condições do Pacífico Equatorial já foi identificada por especialistas, com elevação rápida das temperaturas da superfície do mar.

Imagem: Gino Tuesta / Shutterstock
Segundo a entidade, após um período de neutralidade climática no início do ano, os modelos meteorológicos passaram a convergir para a formação do fenômeno. “Depois de um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos agora estão fortemente alinhados e há grande confiança no início do El Niño, seguido por maior intensificação nos meses seguintes”, afirmou Wilfran Moufouma Okia, chefe de previsão climática da organização.
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Caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico central e oriental, o El Niño costuma persistir por um período que varia entre nove e 12 meses. A OMM ressalta que, embora haja indicativos de um evento potencialmente forte, previsões mais precisas devem ser consolidadas após abril.
O fenômeno tem impacto direto nos padrões climáticos globais. Entre os efeitos mais comuns estão o aumento de chuvas no sul da América do Sul, no sul dos Estados Unidos, em regiões do Chifre da África e da Ásia Central. Por outro lado, pode provocar períodos de seca na Austrália, Indonésia e em partes do sul da Ásia.
Além das alterações regionais, o El Niño também contribui para o aquecimento global temporário, influenciando as temperaturas médias do planeta, conforme destaca a organização.