O ex-jogador Geovani Silva, um dos grandes nomes da história do Vasco da Gama, morreu nesta segunda-feira (18), aos 62 anos, em Vila Velha, no Espírito Santo. Conhecido no futebol como “Pequeno Príncipe”, o ex-meia passou mal durante a madrugada e não resistiu, mesmo após receber atendimento médico e tentativas de reanimação.

Reprodução/Instagram/@geovanisilva8
A confirmação da morte foi divulgada pela família nas redes sociais do ex-atleta. Segundo os familiares, o velório e o sepultamento devem ocorrer nesta terça-feira (19), em Vila Velha. Geovani deixa três filhos.
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Natural de Vitória, no Espírito Santo, Geovani Faria da Silva iniciou a carreira na Desportiva Ferroviária antes de se tornar um dos principais ídolos da história do Vasco. Vestindo a camisa 8, construiu uma trajetória marcante em São Januário, onde atuou em três passagens entre as décadas de 1980 e 1990.
Ao longo da carreira pelo clube carioca, disputou 408 partidas e marcou 49 gols, além de conquistar os Campeonatos Cariocas de 1982, 1987, 1988, 1992 e 1993. Com estilo técnico e refinado, Geovani se destacou pela visão de jogo, habilidade nos dribles curtos e capacidade de articulação ofensiva.
Durante sua passagem pelo Vasco, atuou ao lado de grandes nomes do futebol brasileiro, como Roberto Dinamite e Romário, consolidando seu nome entre os atletas mais admirados da história cruzmaltina.
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O ex-meia também teve trajetória importante com a camisa da Seleção Brasileira. Em 1983, foi campeão mundial Sub-20 e terminou a competição como artilheiro, com seis gols, incluindo o gol do título na decisão contra a Argentina.
Anos depois, integrou a Seleção que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, além de participar da campanha vitoriosa da Copa América de 1989.
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No futebol internacional, Geovani teve passagem pelo Bologna, da Itália, onde disputou 27 partidas e marcou dois gols. Já na reta final da carreira, retornou ao Espírito Santo para defender equipes locais antes de encerrar a trajetória nos gramados em 2002, aos 38 anos.
Fora do futebol, ingressou na vida pública e exerceu mandato como deputado estadual entre 2002 e 2006. Também participou de projetos ligados ao esporte no Espírito Santo.
Nos últimos anos, o ex-jogador enfrentava problemas de saúde. Em 2025, chegou a ficar internado por cerca de 40 dias após sofrer duas paradas cardíacas. Geovani também havia realizado tratamento contra um câncer na coluna vertebral e convivia com limitações motoras causadas por uma polineuropatia diagnosticada em 2006.
Mesmo diante das dificuldades de saúde, seguia participando de homenagens e eventos relacionados ao futebol, mantendo a ligação com os torcedores e com a história do esporte brasileiro.