FREEDOM SHIP

Projeto bilionário quer transformar um navio em cidade permanente no mar

Embarcação movida a energia nuclear percorreria o globo a cada dois anos e abrigaria moradores, trabalhadores e estudantes em alto-mar


Com capacidade para receber até 80 mil pessoas simultaneamente — sendo 50 mil residentes fixos, 20 mil tripulantes e 10 mil visitantes —, o Freedom Ship é apresentado por seus idealizadores como a primeira cidade flutuante do mundo. A empresa responsável pelo projeto tornou pública a proposta de construção da embarcação, cujo custo estimado chega a 12 bilhões de libras esterlinas, o equivalente a aproximadamente R$ 81 bilhões.

Divulgação/Freedom Ship

A proposta prevê que o navio seja impulsionado por combustível nuclear e navegue permanentemente em águas internacionais, já que suas dimensões — 1,6 quilômetro de comprimento por 244 metros de largura — o impedem de atracar em qualquer porto convencional. O contato com a terra firme seria feito por meio de balsas para o transporte de passageiros.

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A bordo, a vida cotidiana seria praticamente completa. O projeto inclui escolas para todas as fases da educação básica, com extensão até o nível universitário, além de um hospital voltado à pesquisa médica, escritórios e agências bancárias.

O entretenimento também ocupa espaço central no planejamento. Estão previstos um estádio de futebol com capacidade para 15 mil torcedores, academias poliesportivas, restaurantes, shopping, parque aquático, espaço para shows e dois museus.

Divulgação/Freedom Ship

A embarcação completaria uma volta ao redor do mundo a cada dois anos, mas seus moradores não seriam tratados como turistas ou passageiros em trânsito. De acordo com o site oficial da Freedom Ship, a proposta é outra: “Moradias, locais de trabalho, educação, saúde, comércio e espaços públicos são integrados em uma única plataforma projetada para funcionar continuamente ao longo do tempo, sustentando comunidades reais em vez de populações temporárias.”

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O projeto ressalta ainda que a mobilidade oferecida pela embarcação não se confunde com velocidade ou experiência turística. “Trata-se de acesso — permitindo que os moradores vivenciem o mundo sem a necessidade de mudança, mantendo, ao mesmo tempo, um local fixo para morar e trabalhar”, afirma a empresa.