De agosto de 2025 a maio de 2026, houve uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento na Amazônia, o menor valor já registrado pela série histórica para o período. Se analisado apenas o mês de maio, a queda foi de 61,4% em relação ao período anterior. Também ocorreu queda de 8,2% nos alertas de desmatamento do Cerrado em relação ao mesmo período anterior.

Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)
Os dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foram produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e consta do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
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Ao lado do presidente Lula, a ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou que os resultados refletem a integração entre ciência, tecnologia e políticas públicas de proteção dos biomas brasileiros. De acordo com ela, o Brasil conta hoje com um dos mais respeitados sistemas de monitoramento ambiental do mundo. “Essa capacidade foi construída pela ciência nacional e permite acompanhar, com precisão e transparência, o que acontece em nossos biomas. Luciana completou dizendo que “esses números reforçam a importância de políticas públicas sustentadas pelo conhecimento científico e do trabalho integrado entre governo, instituições de pesquisa e órgãos de fiscalização para proteger nosso patrimônio ambiental”.
A qualidade das informações produzidas pelo INPE permite ao Estado atuar com maior eficiência no combate ao desmatamento ilegal. “Na gestão do presidente Lula, fazemos política pública com base em evidências. O tempo do negacionismo ficou para trás. A excelência do INPE e o monitoramento de precisão que promovemos são a base que nos permite enxergar a realidade do nosso território e fornecer subsídios qualificados para as ações de proteção ambiental”, disse.
Para o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, os dados refletem os esforços do Governo do Brasil na proteção do meio ambiente e no combate a práticas ilegais. “Qualquer organização internacional pode auditar os dados do Inpe, pois eles são absolutamente técnicos e exatos e mostram que estamos agindo contra o desmatamento ilegal ou a exportação ilegal de madeira”, destacou.
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Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas (BiomasBR) do INPE, Claudio de Almeida, os dados coletados pelo órgão são fundamentais para a tomada de decisões assertivas para o futuro do meio ambiente. “O INPE, com o apoio do MCTI, monitora as mudanças do uso da terra, onde tem desmatamento, onde precisamos ter atenção. Hoje, Governo Federal, estados e municípios precisam desses dados para o planejamento de políticas públicas que tenham impacto positivo para o Brasil”, destacou. O arquivo com a apresentação do INPE feita pelo Cláudio Almeida pode ser acessada aqui.
Investimentos em ciência e monitoramento
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O fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação segue firme, visto que ainda há necessidade de melhoria. Os dados do Deter também mostram, por exemplo, que o Pantanal teve aumento de 53,8%, reforçando a necessidade de atenção especial ao bioma. Luciana Santos destacou os investimentos feitos pelo MCTI para fortalecer a capacidade científica e tecnológica do País. Entre as iniciativas estão a recomposição do quadro de servidores do INPE, a aquisição do supercomputador Jaci e o apoio às infraestruturas de computação de alto desempenho para o processamento de grandes volumes de dados de observação da Terra.
O MCTI também avança em projetos estratégicos para ampliar a soberania tecnológica brasileira no monitoramento dos biomas. Entre eles estão o desenvolvimento pelo INPE dos satélites Amazônia-1B e CBERS-6 (este último como fruto da cooperação espacial entre Brasil e China). O CBERS-6 contará com tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), capaz de gerar imagens mesmo em condições de cobertura de nuvens, ampliando a capacidade de monitoramento ambiental, territorial e de desastres.
Fonte: Comunicação ASCOM/MCTI.