O empresário e paraquedista Erick Lira, 37, amante de esportes radicais, no dia 15 de setembro de 2019, “milagrosamente” sobreviveu a um grave acidente ocorrido no km 214 da rodovia AM-010, que liga Manaus ao município de Itacoatiara (distante cerca de 275 km da capital amazonense). E o esportista visitou a sede do Norte 1 Notícias para divulgar o lançamento de seu livro (Seis Segundos – a real história de Erick Lira) que será apresentado ao público no dia 28 de abril no Palácio Rio Negro, às 19h.
O paraquedista que na época com 33 anos, após a volta de uma pescaria com amigos, resolveu saltar de uma antena telefônica com altura de 120 metros (equivalente a um prédio de 36 andares), praticando o esporte chamado “Base Jump” (modalidade do paraquedismo onde o salto é feito de pontos físicos, e não de aviões). Erick saltou da torre na altura de 109 metros, mas o seu paraquedas não abriu e o atleta realizou uma queda livre que durou “seis segundos”.
Continua depois da Publicidade
A queda foi filmada por um dos seus amigos (Tito), entretanto, contrariando a certeza das testemunhas de que Erick havia morrido, o paraquedista milagrosamente sobreviveu, após seu corpo ser projetado pelo fio de alta tensão que explodiu e mudou a trajetória da sua queda, que de acordo com relatos de seus amigos Erick iria cair em cima do muro da companhia de telefônica, correndo o risco de seu corpo ser dividido em dois antes de tocar o solo.

Continua depois da Publicidade
Mas o resgate parecia impossível para Erick, pois o salto foi realizado no km 214 da AM-010, em plena floresta amazônica, em um local no meio do nada, sem sinal de telefone celular para pedir socorro. Apesar do “revés” e confirmando (mais ainda) o milagre de Deus, na ocasião do acidente uma ambulância estava de passagem pelo local, ocupada com uma paciente que estava sendo transferida para Manaus. Um dos amigos, Dênis Sena, acenou desesperadamente para o veículo que atendeu a ocorrência.
Ao perceberem a gravidade da situação, os paramédicos substituíram a paciente que estava sendo transportada (que não estava em situação grave) e retornaram para o município de Itacoatiara, onde o paraquedista foi atendido inicialmente num hospital local e, em seguida, conduzido de avião para Manaus.
Continua depois da Publicidade
Em Manaus, onde foram verificadas várias fraturas pelo corpo, além de um politraumatismo craniano, o esportista ficou oito dias em coma. Devido à gravidade dos ferimentos, a suspeita dos médicos era que em casos como o de Erick, raramente o paciente volta a acordar em situações como essas.
Os familiares também já não tinham muitas esperanças da recuperação do esportista, sua esposa, Evelyn Lira, também não acreditava, mas o empresário recobrou sua consciência e seus movimentos, tendo que passar por fisioterapias e tendo alta médica, voltando para casa após um mês.
Durante sua visita ao portal “Norte 1 Notícias”, Erick apresentou seu projeto de lançamento do Livro “Seis Segundos – a real história de Erick Lira” que será apresentado ao público no dia 28 de abril no Palácio Rio Negro, às 19h.

Em seu corpo, suas tatuagens contavam um pouco sua história. Em seu braço estava a imagem da torre de onde foi realizado o salto contrastando com o medidor cardíaco e na perna a mesma torre, porém com a “mão de Deus” embaixo pronta para lhe salvar.
Hoje, praticamente recuperado das várias lesões que sofreu, Erick nos “confidenciou” que não pretende deixar de praticar esportes (no caso, paraquedismo) e a grande prova disso foi, após um ano de recuperação, no dia 11 de setembro de 2020, saltando de um avião cercado de amigos, e com a participação do presidente da Confederação Brasileira de Paraquedismo, Breno Melo, Erick finalmente realizou a sua volta ao paraquedismo.