Eleição 2022

Ala do MDB vai à justiça pela suspensão da Convenção de Simone Tebet

Wanderley argumenta no documento que o MDB está cometendo uma grave irregularidade ao estabelecer que a reunião seja virtual.


Uma polêmica envolvendo alas opostas do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sobre a convenção da sigla que pretende oficializar o nome da Senadora Simone Tebet como candidata à presidência da República tem ganho novos capítulos nestes dias.

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A Convenção, que será transmitida ao vivo, nessa quarta-feira (27), está ameaçada por “fogo amigo”, e um dos colegas de partido e de plenário, o senador Renan Calheiros (MDB) é um dos líderes rebeldes, que tem criticado o modelo de votação que será usado na convenção.

E nessa segunda-feira (25), foi apresentado um pedido de anulação do evento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo prefeito de Cacimbinhas, Alagoas, Hugo Wanderley. Ele é ligado ao movimento, encabeçado por Renan, que defende o apoio do partido à pré-candidatura a presidência da República do petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Wanderley argumenta no documento que o MDB está cometendo uma grave irregularidade ao estabelecer que a reunião seja virtual. “O edital de convocação, ao prever a realização da reunião por meio da plataforma “Zoom”, reveste-se de grave irregularidade, notadamente relacionada à garantia do sigilo do voto, representando violação às disposições estatutárias do MDB”, afirma.

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De acordo com senador de Alagoas e presidente da sigla, Baleia Rossi (MDB), não há diálogo com uma ala do partido que apoia a pré-candidatura do ex-presidente Lula.

Segundo Calheiros, Rossi está persistindo com a candidatura de Tebet que não agrega votos e propôs adiar o evento que será “virtual” para o último dia de convenções (5 de agosto), sendo, dessa vez, presencial.

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Respondendo aos questionamentos sobre a indicação de Hugo para ingressar a ação, Renan disse que foi importante para não ser levado ao “pessoal”. Portanto essa questão deve ser tratada como política, afirmou o senador alagoano.

Apesar das declarações de Renan, alguns dirigentes emedebistas que apoiam Lula preferem resolver a questão politicamente, fora dos tribunais. Representantes da Bahia e do Rio de Janeiro, dizem acreditar em uma solução na conversa, seja para apoiar Tebet ou ninguém oficialmente.

O ex-ministro dos esportes, Leonardo Picciani (MDB), diz que não foi informado sobre o fim das negociações para o adiamento ou mudança de formato da convenção, porém desacredita que o evento seja judicializado.

Diretórios do MDB simpáticos à causa lulista procuraram o ex-presidente Michel Temer na última semana, para persuadir o líder emedebista a convencer Rossi a cancelar o evento, embora Temer tenha declarado que nunca apoiou formalmente a ideia.

Apesar da judicialização da Convenção do partido, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, disse estar confiante na homologação da candidatura de Tebet, pois durante a pandemia em 2020 o sistema virtual foi adotado para evitar contaminações do Covid-19.