CULTURA

Projeto capacita artistas em dramaturgia circense no Amazonas

Curso “Circo-Escrituras”, realizado pelo Núcleo Amazônico com apoio da PNAB, conclui primeira turma voltada à criação de roteiros para o picadeiro


O Amazonas passa a contar com a primeira formação específica em dramaturgia circense de sua história. O projeto “Circo-Escrituras”, promovido pelo Núcleo Amazônico e contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), encerra suas atividades na segunda semana de março após quatro semanas de imersão no Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Foto: Alonso Junior

Com carga horária total de 44 horas, o curso foi oferecido gratuitamente e reuniu artistas interessados em aprofundar a construção narrativa de espetáculos circenses. A proposta integrou fundamentos do circo, da dança e do teatro, tendo como foco a análise e elaboração de roteiros voltados ao picadeiro.

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A adesão da classe artística superou as expectativas da organização, evidenciando a carência de iniciativas voltadas à formação teórica no setor. A coordenadora do projeto, Lis Nobre, avaliou de forma positiva a receptividade: “Ficamos muito felizes com a recepção. Isso demonstra que o curso veio suprir uma necessidade real da classe no que concerne à reflexão e à análise como tecnologia criativa”, afirmou.

Ao longo das atividades, os participantes desenvolveram projetos autorais que contemplam diferentes vertentes, do clown à pesquisa em aparelhos aéreos. De acordo com os instrutores, a principal meta foi transformar o movimento corporal em estrutura dramatúrgica consistente, conectando técnica física e construção narrativa.

Para Lis Nobre, o processo coletivo tende a gerar reflexos imediatos na cena cultural do estado. “Esperamos que possamos emergir práticas ainda mais consistentes e maduras, fortalecendo identidades e criando pontes e referências do Amazonas para o mundo”, destacou.

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Com o encerramento da primeira turma, o Núcleo Amazônico consolida um ambiente de intercâmbio entre artistas-pesquisadores como Yara Costa, Teffy Rojas e Jean Winder. A iniciativa inaugura uma nova perspectiva para a produção circense no estado, em que a expressividade corporal passa a dialogar diretamente com a elaboração dramatúrgica.