O município de Tefé decretou nesta quinta-feira (15/08), estado de emergência causado pela seca severa que começa a castigar o interior do Amazonas. O documento será avaliado pela Defesa Civil Estadual e pelo órgão em âmbito nacional, para obter reconhecimento de risco público e receber recursos para o enfrentamento da estiagem. Desde julho, o governo do Amazonas reconheceu 20 municípios amazonenses em emergência pela seca.

Foto: Divulgação
A Defesa Civil Estadual ainda avalia o pedido de reconhecimento de emergência de Uarini (AM), também no interior do estado. Entre os impactos da seca que preocupam as autoridades estão o risco de desabastecimento de água potável, insumos e medicamentos para a saúde.
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O decreto de Tefé destaca que a baixa ou ausência de chuva nas cabeceiras dos rios e afluentes que banham a cidade está causando “grave desequilíbrio hidrológico” em determinadas regiões do município e estiagem nas áreas urbanas e rurais.
A Defesa Civil Municipal afirma que há risco de isolamento de comunidades, alto número de pessoas afetadas e danos humanos e materiais. A seca também pode trazer prejuízo ambientais, além dos impactos econômicos da perda em plantações e criações de animais.
Em todo o Brasil, 404 cidades estão em condição de seca extrema, segundo o Índice Integrado de Seca (IIS) — número quatro vezes maior do que em junho e 40 vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando apenas 10 municípios foram classificados dessa forma. A maior parte das áreas estão localizadas nas regiões Norte e Centro-Oeste. A previsão é de um salto de 404 para 461 munícipios em seca extrema em agosto.