MANIFESTAÇÕES

Direita ocupa ruas no 7 de setembro com a pauta da anistia e críticas ao STF e a Lula

Para os organizadores, trata-se de um caminho para pacificar o país diante do clima de tensão política


As manifestações do 7 de setembro de 2025 reuniram milhares de pessoas em todo o Brasil sob a bandeira da anistia para os presos do 8 de janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro, alvo de julgamento no Supremo Tribunal Federal. Os atos, convocados por lideranças da direita, miraram diretamente o ministro Alexandre de Moraes e o governo Lula, vistos pelos manifestantes como símbolos de perseguição política e judicial. O movimento buscou transformar a data da Independência em um marco de resistência contra o que chamam de abuso de poder do Judiciário.

Divulgação Instagram

Em São Paulo, a Avenida Paulista foi o epicentro da mobilização, com forte adesão popular e a presença de lideranças políticas e religiosas. O pastor Silas Malafaia, organizador do ato central, reforçou que a anistia não significa impunidade, mas reconciliação nacional. Ele citou o exemplo histórico da Lei da Anistia de 1979 para justificar o pedido de perdão aos acusados dos atos de 2023 e ao próprio Bolsonaro. Faixas gigantes, bandeiras nacionais e até uma bandeira dos Estados Unidos marcaram a manifestação, que contou também com discursos inflamados de aliados como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema.

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No Amazonas, a capital Manaus teve um papel de destaque entre as 50 cidades que aderiram ao movimento. Carreatas percorreram importantes avenidas da cidade até a concentração final na orla da Ponta Negra, às 16h. Centenas de apoiadores, empunhando cartazes com a frase “Anistia Já”, reforçaram o pedido da multidão presente, fazendo pressão contra o STF. Os organizadores ressaltaram que a mobilização no Norte é estratégica para mostrar que o clamor pela anistia não se restringe ao sudeste, mas ecoa em todo o território nacional, inclusive em regiões mais distantes dos centros de poder.

Para os organizadores, trata-se de um caminho para pacificar o país diante do clima de tensão política, enquanto, para a base militante, o movimento é também um grito de resistência contra Lula e Moraes.