A estudante universitária Annalice Nascimento de Melo, de 21 anos, passou por uma das experiências mais surpreendentes da sua vida. O que parecia uma madrugada comum, transformou-se em uma situação de surpresa e emoção para uma família do Rio Grande do Norte. Annalice entrou em coma após sofrer uma convulsão e, ao despertar cinco dias depois, descobriu que havia se tornado mãe de um menino, Levi Emanuel, nascido prematuramente com 34 semanas de gestação, em junho de 2025. O caso foi classificado pelos médicos como uma “gravidez silenciosa”, na qual a mulher não apresenta sintomas evidentes da gestação.

Foto: Reprodução instagram @alicemelo
Antes do episódio, Annalice levava uma rotina intensa entre faculdade, estágios e o trabalho como assistente terapêutica, além de presidir o centro acadêmico de seu curso. A jovem também praticava atividades físicas, incluindo acrobacias circenses com quedas, e mantinha uma alimentação normal, sem restrições. Nem mesmo fotos tiradas duas semanas antes do parto revelavam qualquer indício de gravidez, o que reforçou o espanto da família e da própria estudante.
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A crise ocorreu na madrugada de 17 de junho, por volta das 3h, quando Annalice sofreu uma convulsão. Ela foi levada inicialmente a uma UPA e, em seguida, transferida para o Hospital Santa Catarina, com um quadro de pressão arterial de 19 por 9, considerado crítico. Diante da gravidade, os médicos optaram por realizar um parto de emergência para preservar a vida da mãe e do bebê.
Durante o procedimento, a equipe médica precisou amarrar as mãos e vendar os olhos da paciente, a fim de evitar novos episódios convulsivos e impedir que movimentos involuntários colocassem ambos em risco. Às 12h40, nascia o pequeno Levi Emanuel. Entretanto, horas após o parto, o estado de saúde de Annalice piorou: ao tentarem retirar a intubação por volta das 18h, ela apresentou nova convulsão e sinais de falência renal, revertidos posteriormente com medicamentos.
Somente no dia 21 de junho, cinco dias depois do parto, Annalice recobrou a consciência na UTI. Ao perguntar o que havia acontecido, recebeu a notícia do nascimento de seu filho por meio de uma psicóloga e uma assistente social do hospital. Desde então, ela e a família têm se dedicado a se adaptar à nova realidade, marcada pelo susto, pela recuperação e pela chegada inesperada de Levi Emanuel.