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EUA afirmam na ONU que não há guerra contra a Venezuela e descartam ocupação do país

Na ocasião, o representante dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que a ação não tem caráter de ocupação territorial


Durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nesta segunda-feira (5), os Estados Unidos declararam que não estão em guerra contra a Venezuela nem contra a população venezuelana. A sessão foi convocada após a operação militar norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3).

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Na ocasião, o representante dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que a ação não tem caráter de ocupação territorial. Segundo ele, Washington não pretende manter forças no país sul-americano. “Não faremos uma ocupação”, declarou, ao sustentar que a iniciativa teve objetivos específicos e limitados.

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De acordo com o governo norte-americano, Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde irão responder a acusações ligadas ao narcotráfico. Waltz classificou a operação como uma “ação de aplicação da lei” e reforçou que o ex-presidente venezuelano é acusado de liderar o Cartel de Los Soles. “Os Estados Unidos prenderam um narcotraficante que agora vai enfrentar julgamento conforme o Estado de Direito pelos crimes cometidos contra nosso povo ao longo de 15 anos”, afirmou.

Ainda segundo o representante americano, Maduro é apontado como responsável por “ataques ao povo dos Estados Unidos”, pela desestabilização do hemisfério ocidental e pela repressão ilegítima da população venezuelana. Waltz acrescentou que as provas relacionadas às acusações de tráfico de drogas e armas serão apresentadas à Justiça, e que o venezuelano deve comparecer ao tribunal ainda nesta segunda-feira.

Sobre os impactos da operação, não há números oficiais de mortos divulgados pelos Estados Unidos. Washington informou apenas que alguns soldados americanos ficaram feridos, mas estão em condição estável. Já o ministro da Defesa da Venezuela declarou que grande parte da equipe de segurança de Maduro foi morta durante a ação. Cuba, por sua vez, afirmou que 32 de seus cidadãos morreram no ataque.

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Durante a reunião, os EUA também reiteraram que não reconhecem Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela. “Ele não era um chefe de Estado, mas um suposto presidente ilegítimo”, disse Waltz, ao alegar que Maduro e aliados manipularam o sistema eleitoral para se manter no poder. Diversos países, incluindo os Estados Unidos, não reconheceram o resultado das eleições de 2024, argumentando que não foram apresentadas as atas eleitorais. A oposição venezuelana sustenta que o vencedor do pleito foi Edmundo González.