BRASÍLIA

Ex-assessor de Moraes afirma que documentos sobre buscar e apreensão da PF foram fraudados

Tagliaferro declarou que relatório sobre empresários bolsonaristas teve a data fraudada em ação de busca e apreensão, baseada em uma reportagem jornalística


A Comissão de Segurança Pública do Senado Federal (CSP), realiza nesta terça-feira (2), duas audiências públicas interativas, que pretendem discutir a atuação da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no Brasil, e do relatório dos Arquivos do 8 de janeiro, sobre o funcionamento de uma força-tarefa judicial secreta para prisões em massa, divulgados pelo jornalista Michael Shellenberger e publicado pela organização Civilization Works. Os debates foram solicitados pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES).

Imagem: Youtube

Durante a audiência foi debatido o tema sobre o “relatório dos Arquivos dos atos do dia 8 de janeiro: por dentro da força-tarefa judicial secreta para prisões em massa”, produzido pelo jornalista Michael Shellenberger e publicado pela organização Civilization Works, o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, foi inquirido pela comissão para explicar e apresentar provas contra Moraes. Em seu depoimento, Tagliaferro afirmou que houve direcionamento político pelo ministro para favorecer um lado político e prejudicar outro, nas eleições presidenciais de 2022.

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Tagliaferro declarou, em uma das denúncias, que um relatório sobre empresários bolsonaristas teve a data fraudada a fim de ocultar que uma ação de busca e apreensão sobre eles foi baseada somente em uma reportagem jornalística. A reportagem foi publicada em agosto de 2024, no portal de notícias Metrópoles, onde foi informado que empresários “bolsonaristas” estavam amparando em conversas pelo aplicativo “WhatsApp”, um golpe de estado para que o então presidente Jair Bolsonaro pudesse manter seu governo em atividade.

Em 23 de agosto, depois da reportagem, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra os empresários por ordem do ministro Alexandre de Morais.

O ex-assessor do ministro, Moraes, apresentou documentos de processos sobre os atos do dia 8 de janeiro de 2023 para comprovar suas acusações.

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