O projeto do chamado “barco voador” voltado ao transporte na Amazônia pode começar a operar a partir de 2026. A previsão foi apresentada pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, durante a 6ª reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em Brasília.

Foto: © Frame TV Brasil
Segundo a ministra, a iniciativa ainda passa por estudos técnicos, mas já conta com um protótipo em desenvolvimento. “Está sendo feito um estudo de viabilidade e já tem um protótipo. Nós acreditamos que, no próximo ano, ele esteja em ação nas comunidades do Amazonas”, afirmou.
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A proposta, conforme destacou Luciana Santos, busca transformar a logística na região amazônica ao unir inovação tecnológica e sustentabilidade. “O objetivo é revolucionar o transporte de cargas e pessoas na Amazônia, aliando sustentabilidade e inovação”, ressaltou.
O projeto recebe apoio financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao ministério, que firmou um contrato de subvenção econômica de cerca de R$ 10 milhões com a startup amazonense Aeroriver. A ministra explicou que a iniciativa nasceu da experiência de jovens engenheiros com a realidade local. “São alunos do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) que moravam nas comunidades ribeirinhas da Amazônia. Eles conhecem, portanto, os desafios das secas e as necessidades”, disse.
De acordo com informações da Finep, a embarcação terá 18 metros de comprimento, autonomia de até 450 quilômetros sem reabastecimento e velocidade aproximada de 150 km/h. O barco voador operará a uma altura entre cinco e dez metros da superfície da água, com capacidade para transportar até dez passageiros ou uma tonelada de carga, além de emitir menos CO₂ do que embarcações e aeronaves convencionais.
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A expectativa do órgão é que a tecnologia ajude a enfrentar os desafios logísticos e ambientais da região, onde a abertura de estradas implica altos custos e impactos ecológicos. “Terá impacto social com o transporte mais eficiente e rápido de pessoas e cargas essenciais para a população ribeirinha, como alimentos e medicamentos”, destaca a Finep.