A graciosidade nos movimentos e o bailado estonteante não são as únicas características marcantes da sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, que nos deixou precocemente aos 32 anos de idade, na última terça-feira (28).

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Djidja era tudo isso, sim. Mas era muito mais. Como artista, sua marca registrada era a leveza em cada gesto compartilhado com o público. Ela compartilhava o amor. Um aceno, um piscar de olhos, um beijo de longe. Esse conjunto transparecia não só a artista, mas o ser humano que ela foi.
Para o criador de conteúdo digital e torcedor rexé que vem se destacando nas redes sociais nos últimos meses, Marcus Paulo Marinho, falar de Djidja é muito fácil. Segundo ele, o legado deixado por ela é de amor e pertencimento.
“O legado deixado por Djidja Cardoso à nossa cultura é o amor, o carisma, o sorriso encantador, a força de bater no peito e dizer ‘Eu pertenço a este grande festival. Eu pertenço a esta nação’. Ela deixará para sempre em nossas memórias o seu sorriso contagiante, o seu bailado único. Algo arrebatador que só a Djidja tinha”, lembra Marcus.
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O criador de conteúdo destaca, ainda, quem foi, em vida, Djidja Cardoso, além dos palcos. “Era um ser humano gigante, recebia bem as pessoas. Amiga, parceira. Menina mulher apaixonada e carismática. Um ser humano doce. Essas são as lembranças que nós vamos guardar dela. De um ser humano maravilhoso, receptivo, sempre com um sorriso largo estampado. São lembranças que ficarão guardadas na memória do povo amazonense. Ela emanava amor”, diz.
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Quem foi Djidja?
Djidja era natural de Parintins e defendeu o item 7 do Festival Folclórico de 2016 a 2020, período em que encantou a nação do boi vermelho e branco ao longo das apresentações.
E com todo esse talento, Djidja era mais do que um símbolo da cultura e tradição do povo amazonense. Djidja era também a mulher que transbordava amor e acolhia todos ao seu redor.
A parintinense tinha uma capacidade única de transformar simples encontros em grandes, nos quais histórias eram contadas com paixão e a essência da vida era festejada.
Como Sinhazinha, Djidja era responsável por dar vida, e com maestria a herança cultural de nossa terra. Sua presença nas festas e eventos culturais era sempre muito esperada por todos.
Sobre a autora
Rebeca Beatriz é escritora, jornalista e socióloga. Torcedora rexé. Apaixonada pela arte de contar histórias, festeira e correspondentes de eventos culturais.