Manaus viveu mais uma noite memorável no 67º Festival Folclórico do Amazonas, na terça-feira (15/07), com apresentações que reforçaram a força da cultura popular, o humor das quadrilhas cômicas, o brilho das danças regionais e o orgulho da ancestralidade afro-brasileira na arena do Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), no Distrito Industrial, zona sul de Manaus.

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O festival é uma realização do Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O 67° Festival Folclórico do Amazonas reafirma Manaus como um dos principais palcos da cultura popular brasileira.
A primeira apresentação da noite ficou por conta da irreverente Quadrilha Cômica Bibas Boys, que arrancou gargalhadas do público com cenas ousadas. Apresentando uma releitura divertida da história da Cinderela, a quadrilha levou humor, fantasia e criatividade, transformando um conto clássico em uma celebração cheia de surpresas.
“A gente ensaia o ano inteiro pra esse momento. Ser cômico é uma arte, é fazer rir sem ofender, e levar alegria paro o povo. Isso aqui é resistência e celebração também”, afirma Priscila Riquelme, integrante veterana da Bibas Boys.
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Priscila destaca também que a quadrilha passou por três meses intensos de preparação para apresentar um tema acolhedor, que resgata as memórias da infância e o universo do “faz de conta”. Ela explicou que a proposta é valorizar a imaginação presente nas brincadeiras infantis e no folclore, mostrando que até os vilões podem ter um lado positivo. Ela, que interpreta uma vilã na apresentação, celebrou os 25 anos de história da quadrilha em Manaus e afirmou estar muito feliz em participar do festival.
Em seguida, foi a vez da Dança Regional do Curió emocionar com um espetáculo carregado de tradição e identidade local. O grupo trouxe para o palco elementos da fauna e flora amazônica, em uma coreografia que reverenciava a natureza e os costumes ribeirinhos. Com o pássaro curió sendo enaltecido durante a apresentação.
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“Representar o Curió é representar a nossa infância, nossa história e nossa memória viva”, contou Graci Ferreira integrante do grupo.
Logo após, o público foi levado a uma viagem internacional com a Dança Odalyk. A apresentação abordou uma narrativa inspirada na história do sultão Suleimã e na lenda da sereia Atargatis, misturando elementos históricos e mitológicos. A coreografia apresentada representa o embate entre o amor terreno e as forças sedutoras do mar, criando um espetáculo visual de fantasia, cultura oriental e encantamento mítico.

O riso voltou ao palco com a divertida Quadrilha Cômica Garotas da Noite, que levou o público a uma verdadeira viagem intergaláctica com o tema “Um São João Intergaláctico”. A apresentação misturou humor, ficção científica e elementos da cultura pop nerd, trazendo para a arena uma invasão de seres de outros planetas diretamente inspirados em clássicos como Star Wars, E.T., Alien, Robôs e outros ícones do cinema sci-fi. A emoção esteve presente, especialmente para quem participou pela primeira vez, como o pequeno Lucas Gabriel.
“Foi muita emoção ver ele dançando. Ele participou do concurso de fantasia no carnaval e quis vir representando o Buzz na quadrilha Garotas da Noite”, contou emocionada a mãe, Kelly Cristina.
Encerrando a noite com força, ancestralidade e ritmo pulsante, a Dança Afro-Brasileira Afro Brasileira envolveu o público com tambores, cantos e movimentos que reverenciam as raízes africanas e a força das religiões de matriz afro.