A plataforma 99Food começou a operar em Manaus nesta terça-feira (24), marcando a entrada da empresa na região Norte. A capital amazonense foi definida como base inicial da expansão, em uma estratégia que inclui aporte de R$ 100 milhões.

Foto: Maurício Farias
A iniciativa faz parte de um plano mais amplo da companhia, que prevê investimentos de R$ 2 bilhões em todo o Brasil, com foco na ampliação da geração de renda entre os cerca de 1,2 milhão de entregadores parceiros do ecossistema da empresa.
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De acordo com a empresa, a escolha por Manaus levou em consideração o desempenho local da plataforma nos últimos meses. Em um período de 15 meses, a cidade registrou aproximadamente 120 milhões de corridas de passageiros, entre carros e motocicletas, evidenciando a forte presença do aplicativo no cotidiano da população.
O comportamento do consumidor também pesou na decisão. Levantamento do Instituto Locomotiva aponta que 94% dos moradores da capital já utilizavam serviços de delivery antes da chegada da nova operação, indicando um mercado consolidado.
Segundo o diretor sênior de comunicação da 99, Bruno Rossini, a demanda local influenciou diretamente o cronograma. “Em Manaus a gente até adiantou um pouco o lançamento porque a cidade pedia e a gente chegou num ecossistema que acredita ser ideal”, afirmou.
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Logo no início das atividades, a plataforma já conta com mais de 2.700 restaurantes cadastrados e 3.100 novos motociclistas parceiros voltados às entregas de alimentos.
A chegada da empresa intensifica a concorrência no setor de delivery, atualmente concentrado em poucas plataformas que detêm cerca de 80% do mercado nacional. A 99Food afirma que adotará taxas a partir de 8% para os estabelecimentos, como forma de atrair novos parceiros.
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“A gente pratica as menores taxas e dá liberdade para os restaurantes escolherem o preço que quiserem colocar. Isso devolve para eles: liberdade”, destacou Rossini.
Para otimizar a operação, a empresa também aposta em recursos tecnológicos, como o uso de mapas específicos para motocicletas e inteligência artificial, que permite sincronizar o preparo dos pedidos com a chegada dos entregadores aos restaurantes.
Além disso, a companhia informou que mantém diálogo com o poder público local para compartilhar dados de mobilidade e discutir a criação de pontos de apoio destinados aos entregadores na cidade.