ECONOMIA

Amazonas encerra 2025 com uma corrente de comércio que soma US$ 17 bilhões

Os números fazem parte da Balança Comercial do Amazonas, levantamento produzido mensalmente pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti)


A economia do Amazonas encerrou 2025 com uma corrente de comércio que totalizou US$ 17 bilhões, resultado do somatório de US$ 939,89 milhões em exportações e US$ 16,06 bilhões em importações. Os números fazem parte da Balança Comercial do Amazonas, levantamento produzido mensalmente pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), e evidenciam o perfil produtivo do estado, fortemente ligado ao funcionamento do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Foto: Bruno Leão/ Sedecti

O desempenho comercial ao longo do ano foi sustentado, principalmente, pelo elevado volume de importações de insumos industriais e bens intermediários. Esses componentes são essenciais para o abastecimento das linhas de produção do PIM, permitindo a transformação industrial e a posterior destinação dos produtos aos mercados interno e externo, mantendo o fluxo contínuo da atividade econômica local.

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A análise histórica das importações revela que, desde 2018, o Amazonas mantém valores expressivos, sempre acima de US$ 9,9 bilhões. A partir de 2021, os números ultrapassaram consistentemente a marca de US$ 13 bilhões. O maior volume foi registrado em 2024, com US$ 16,14 bilhões, enquanto em 2025 o estado alcançou US$ 16,06 bilhões até dezembro, permanecendo em patamar elevado.

No campo das exportações, a trajetória também demonstra crescimento e estabilidade. Entre 2018 e 2021, o valor exportado passou de US$ 678,91 milhões para US$ 867,94 milhões, incluindo o ano de 2020, quando o total foi de US$ 786,71 milhões. A partir de 2022, o Amazonas superou de forma contínua o nível de US$ 900 milhões, com US$ 903,83 milhões naquele ano e US$ 922,67 milhões em 2023. O recorde histórico foi registrado em 2024, com US$ 970,41 milhões. Já em 2025, o acumulado até o fim do ano somou US$ 936,85 milhões, mantendo-se próximo do maior resultado da série.

Para a chefe do Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo), Josenete Cavalcante, os dados refletem mais do que números isolados. “A evolução da balança comercial do Amazonas entre 2018 e 2025 reflete uma política econômica consistente do Governo do Estado e reforça que os dados não são apenas números, mas ferramentas de luta para o planejamento e o desenvolvimento econômico”, avaliou.

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Considerando apenas o mês de dezembro de 2025, a corrente de comércio do estado atingiu US$ 1,23 bilhão. O resultado foi composto por US$ 95,92 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações, mantendo o ritmo do fluxo comercial associado à atividade industrial amazonense.

No último mês do ano, as exportações tiveram como principal destaque a Alemanha, que importou ouro — incluído o ouro platinado — em outras formas semimanufaturadas para usos não monetários, totalizando US$ 36,99 milhões, o equivalente a 96,39% das vendas destinadas ao país. A China também se destacou como destino, com a compra de ferronióbio no valor de US$ 8,56 milhões, representando 80,32% das exportações direcionadas ao mercado chinês.

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Entre as importações de dezembro, a China liderou como principal origem, com a entrada do produto classificado como “outros suportes gravados, para reprodução de fenômenos diferentes de som ou imagem”, no valor de US$ 73,53 milhões, correspondente a 17,38% do total importado daquele país. Na sequência, os Estados Unidos tiveram destaque com a importação de “outros óleos de petróleo ou de minerais betuminosos e preparações, exceto desperdícios”, que somaram US$ 28,48 milhões, equivalentes a 37,76% das compras provenientes desse parceiro.

No recorte municipal, Presidente Figueiredo foi o principal exportador em dezembro, com vendas de ferro-ligas para a China que totalizaram US$ 8,56 milhões. Itacoatiara também se destacou nas exportações, com o envio de madeira serrada ou endireitada longitudinalmente, com espessura superior a 6 milímetros, para os Estados Unidos, no valor de US$ 492,11 mil.

Já entre os municípios importadores, Itacoatiara registrou a entrada de óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos), oriundos dos Estados Unidos, somando US$ 20,74 milhões. Iranduba apareceu em seguida, com a importação de cábreas, guindastes — incluindo os de cabos — pontes rolantes, pórticos de descarga e de movimentação, pontes-guindastes, carros-pórticos e carros-guindastes, provenientes da China, no valor de US$ 1,34 milhão.

A Balança Comercial do Amazonas é elaborada pelo Degeo, da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan), vinculada à Sedecti. O estudo acompanha mensalmente as relações comerciais do estado, reunindo dados sobre produtos, países parceiros e o desempenho dos municípios. O painel interativo pode ser acessado no endereço eletrônico balanca.sedecti.am.gov.br/balanca, enquanto outras informações e estudos estão disponíveis no site oficial da Sedecti. Para esclarecimentos técnicos, o contato é a gerente de Estatística, Natacha Porto, pelo telefone (92) 99419-5310.