ESPORTE E POLÊMICA

Impasse na Copa Africana: Senegal rejeita decisão, mantém troféu e promete recorrer

Confederação africana concede título ao Marrocos no “tapetão”, mas senegaleses contestam e caso deve ir à Corte Arbitral do Esporte


A definição do campeão da Copa Africana de Nações segue indefinida após uma reviravolta fora de campo. Mesmo com a decisão do Conselho de Apelações da Confederação Africana de Futebol de conceder o título ao Marrocos, o Senegal se recusa a entregar o troféu e promete levar o caso à Justiça esportiva.

Imagem: Amr Abdallah Dalsh/Reuters 

A federação senegalesa anunciou que recorrerá à Corte Arbitral do Esporte, na Suíça, classificando a decisão como “injusta, sem precedentes e inaceitável”. Em nota, a entidade afirmou que a medida “desacredita o futebol africano” e garantiu que manterá o público informado sobre os próximos desdobramentos.

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Dentro de campo, o Senegal havia vencido a final por 1 a 0 na prorrogação, em jogo realizado no dia 18 de janeiro, em Rabat. O gol decisivo veio após o marroquino Brahim Díaz desperdiçar um pênalti no último minuto do tempo regulamentar, ao tentar uma cobrança de cavadinha defendida pelo goleiro Édouard Mendy.

A decisão da CAF, no entanto, considerou que a equipe senegalesa abandonou o campo durante a partida, o que configuraria derrota por W.O., revertendo o resultado para 3 a 0 a favor do Marrocos. A entidade baseou-se nos artigos 82 e 84 do regulamento da competição, que tratam da saída de campo sem autorização da arbitragem.

O episódio que motivou a punição ocorreu nos minutos finais do confronto, quando uma sequência de decisões da arbitragem gerou confusão generalizada. Jogadores do Senegal deixaram o gramado após a anulação de um gol e a marcação de um pênalti para os anfitriões. Houve troca de empurrões entre atletas e tentativa de invasão por parte de torcedores. Após cerca de 10 minutos, os jogadores retornaram e o jogo foi retomado até o apito final.

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A reação senegalesa foi imediata. O secretário-geral da federação, Abdoulaye Seydou Sow, afirmou: “A taça não vai sair do país”. Já o zagueiro Moussa Niakhaté provocou os adversários em publicação nas redes sociais: “Vem buscar. Eles estão loucos!”.

Diante do impasse, a disputa pelo título deve se arrastar nos tribunais esportivos internacionais, em um processo que pode levar cerca de um ano para ser concluído.

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