CIÊNCIA

Explosão solar intensa provoca tempestade severa e acende alerta na Terra

O fenômeno liberou uma enorme nuvem de partículas eletricamente carregadas, lançada em direção ao nosso planeta a uma velocidade estimada de 1.700 quilômetros por segundo


Uma forte explosão registrada no Sol no último fim de semana gerou impactos significativos na Terra na segunda-feira (19), afetando sistemas tecnológicos e colocando agências espaciais em estado de atenção. O evento é considerado um dos mais intensos das últimas décadas e mobilizou centros de monitoramento ao redor do mundo.

Foto: NICOS_FOTOWELT/PIXABAY

O fenômeno liberou uma enorme nuvem de partículas eletricamente carregadas, lançada em direção ao nosso planeta a uma velocidade estimada de 1.700 quilômetros por segundo — cerca de cinco vezes superior à velocidade de translação da Terra ao redor do Sol. Ao alcançar o campo magnético terrestre, a ejeção provocou uma tempestade de radiação classificada como “severa” por cientistas dos Estados Unidos, a mais forte desse tipo em mais de 20 anos, superando episódios semelhantes registrados desde 2003.

Continua depois da Publicidade

O impacto ocorreu por volta das 15h38 (horário de Brasília) e trouxe preocupações imediatas com a segurança no espaço. A Estação Espacial Internacional (ISS), que atualmente opera com três astronautas a bordo, entrou em estado de alerta devido ao aumento expressivo dos níveis de radiação. A exposição elevada pode representar riscos à saúde da tripulação e comprometer o funcionamento de sistemas eletrônicos sensíveis da estação.

Na Terra, os reflexos do fenômeno foram sentidos principalmente nas comunicações. Órgãos especializados emitiram alertas sobre possíveis interferências em rádios de longa distância e falhas em sistemas de GPS, com impactos potenciais em voos que operam em regiões próximas aos polos e em atividades que utilizam drones.

Outro efeito visível foi a ocorrência de auroras em áreas pouco habituais. As luzes coloridas no céu foram observadas em regiões da Europa, do Canadá e também no hemisfério sul, com registros na área do Cabo, na África do Sul. Apesar da intensidade da tempestade, especialistas observaram que as auroras se concentraram em uma faixa menor do que o esperado, devido à orientação do campo magnético da nuvem solar, que limitou a transferência de energia para o campo magnético terrestre.

Continua depois da Publicidade

O acompanhamento do fenômeno segue em curso. Tempestades solares dessa magnitude podem causar instabilidades em redes de energia elétrica e afetar satélites em órbita baixa, aumentando o atrito com a atmosfera superior e acelerando a perda de altitude. Por isso, autoridades e centros científicos mantêm o monitoramento constante para reduzir riscos e antecipar possíveis impactos adicionais.