CINEMA

Morre William Friedkin, diretor dos filmes ‘O Exorcista’ e ‘Operação França’

A morte foi confirmada na noite desta segunda-feira (07/08) pela esposa do diretor, a produtora Sherry Lansing


O cineasta William Friedkin morreu, nesta segunda-feira (07/08), em Los Angeles, aos 87 anos. A morte foi confirmada pela esposa do diretor, a produtora Sherry Lansing. Friedkin foi um dos nomes mais influentes do cinema americano.

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O diretor começou com filmes para a TV nos anos 1960 e nos anos 1970 dirigiu clássicos como “Operação França” (1972) e “O Exorcista” (1974), “O comboio do medo” (1977), além de outros sucessos como “Viver e morrer em Los Angeles” (1985), “Regras do jogo” (2000) e “Killer Joe – Matador de aluguel” (2011).

Natural de Chicago, Illinois, Friedkin começou a dirigir documentários e programas televisivos para uma emissora local aos 18 de anos de idade. Aos 30, ele se mudou para Hollywood e logo produziu Good Times, sua porta de entrada ao mundo glamouroso das estrelas de cinema. Embora seu nome não seja muito popular, os filmes de Friedkin com certeza tinham uma enorme relevância na sétima arte.

Friedkin fez parte de uma geração de cineastas que desafiou as convenções da indústria com obras autorais e com frequência provocativas. Ele chegou a formar, ao lado de Francis Ford Coppola e Peter Bogdanovich, a associação The Directors Company, que dava total liberdade criativa para diretores, embora a iniciativa logo tenha se dissolvido.

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Ganhou um Oscar pela direção do thriller policial estrelado por Gene Hackman (Operação França) e foi indicado a outra estatueta dourada por seu trabalho em um dos maiores clássicos do terror (O Exorcista).  Mais recentemente, o cineasta lançou The Devil and Father Amorth (2017), documentário em que conversa com o homem que inspirou o filme O Exorcista do Papa

Pouco antes de morrer, em participação do festival de cinema TCM Classic Film Festival, Friedkin afirmou que queria ser lembrado por suas grandes produções. Seu último trabalho no cinema foi o filme “The Caine Mutiny Court-Martial”, que tem estreia prevista fora da competição do Festival de Veneza 2023.

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Foto: George Napolitano/Getty Imagens