PAZ NO ORIENTE MÉDIO

Reféns do Hamas são libertados após acordo de cessar-fogo mediado por Trump

Entre os libertados estão jovens sequestrados durante o festival de música Nova, em 2023, e civis levados de comunidades israelenses próximas à Faixa de Gaza


O recente tratado de paz firmado entre Israel e o Hamas, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa um marco histórico nas relações do Oriente Médio. O acordo, que resultou na libertação dos últimos 20 reféns israelenses e de cerca de 1.900 prisioneiros palestinos, encerra oficialmente mais de dois anos de guerra entre Israel e o grupo terrorista do Hamas. A ação inaugura uma nova etapa de diálogo e reconstrução entre as partes. Com o apoio de Egito, Catar e Turquia, o cessar-fogo prevê o fim dos bombardeios, o recuo gradual das tropas e ações humanitárias coordenadas pela Cruz Vermelha e pela ONU.

Divulgação/IDF

A iniciativa simboliza o retorno da diplomacia como ferramenta de resolução de conflitos e reforça o papel dos Estados Unidos como principal mediador político na região.

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Os últimos 20 reféns israelenses mantidos pelo Hamas foram libertados nesta segunda-feira (13), encerrando mais de dois anos de cativeiro. A libertação faz parte do acordo de cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou também na soltura de cerca de 1.900 prisioneiros palestinos por Israel. A Cruz Vermelha supervisionou o processo, garantindo a transferência segura dos reféns e dos detentos libertados.

Entre os libertados estão jovens sequestrados durante o festival de música Nova, em 2023, e civis levados de comunidades israelenses próximas à Faixa de Gaza. Muitos passaram por traumas físicos e psicológicos, relatando condições precárias e longos períodos de isolamento. Também foram libertados cidadãos com dupla nacionalidade, incluindo argentinos e israelenses, além de soldados capturados durante os combates.

O acordo, apresentado por Trump no fim de setembro, contou com o apoio de Egito, Catar e Turquia. Ele prevê o fim dos bombardeios, a retirada gradual das tropas israelenses e a devolução dos corpos de reféns mortos. A Turquia deve auxiliar nas buscas por restos mortais ainda não localizados, enquanto organismos internacionais acompanham a implementação dos termos.

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Durante visita a Israel, Trump declarou que “a guerra acabou” e classificou o cessar-fogo como um marco histórico para o Oriente Médio. O presidente afirmou que Israel “conquistou tudo o que podia pela força” e que agora é momento de consolidar a paz e a reconstrução. A ONU confirmou que o conflito, iniciado em 2023, deixou mais de 67 mil mortos em Gaza e 1.200 em Israel, além de milhões de deslocados.

A libertação dos reféns representa um avanço diplomático importante, mas o futuro do acordo ainda depende da estabilidade política e da boa-fé das partes envolvidas. Apesar do alívio humanitário, persistem desafios para a reconstrução de Gaza e para o estabelecimento de uma solução duradoura entre israelenses e palestinos. O cessar-fogo pode ser o primeiro passo para a paz — ou apenas uma trégua temporária em um conflito ainda sem fim previsível.

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