O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) postou neste domingo (22) em suas redes sociais criticando a política ambiental do atual presidente Lula (PT). Segundo Bolsonaro, o petista “trai os brasileiros e fica de cócoras para as exigências dos mais ricos”. Para Bolsonaro, Lula cede aos interesses das nações mais ricas.

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“O atual Brasil abre mão de sua soberania e se sujeita ainda mais aos interesses das nações mais ricas e poderosas […] Os únicos interesses desses é impor e saber o quanto podem sugar e impedir os outros de crescerem. Lula trai os brasileiros e fica de cócoras para as exigências dos mais ricos”, declaração no X (antigo Twitter).
Bolsonaro, citou a questão das queimadas na Amazônia, sobre as críticas recebidas em sua gestão. Para o ex-presidente, o debate sobre a política ambiental nunca foi pautado, porém, imposições foram colocadas na mesa por uma “agenda” de interesses de outros países.
“A histeria da mídia e de ativistas de outrora e que hoje se calam enquanto a Amazônia torra em chamas escancara que nunca foi por meio ambiente. Tudo sempre foi para imposição de uma agenda global que destruirá os mais pobres e enriquecerá ainda mais os monopólios”, afirmou.
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Do início deste ano até setembro, o Programa Queimadas registrou 56.903 focos de queimadas na Amazônia., e para piorar, os rios do Amazonas enfrentam uma drástica estiagem, a qual foi registrada até o momento a maior em 43 anos e segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).
Para conter a forte estiagem na região, o governo federal anunciou o adiantamento de R$ 100 milhões em emendas parlamentares para o Estado do Amazonas e ações emergenciais, para garantir a trafegabilidade de embarcações na região e ao acionamento de térmicas para garantir o fornecimento de energia elétrica. Sobre a questão dos incêndios, o governo enviou brigadistas para conduzir e orientar ações contra novas queimadas.
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Entretanto, apesar das medidas anunciadas, integrantes do governo avaliam que os atuais incêndios florestais se prolonguem até o mês de novembro. Apesar do governo Bolsonaro ter finalizado há dez meses, o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes responsabilizou a gestão anterior pela situação, além do abandono de políticas de prevenção ao desmatamento durante os quatro anos de seu mandato.
Em sua postagem, Bolsonaro afirmou que a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa defendida internacionalmente não antipatiza com o verdadeiro interesse no desenvolvimento da população que vive próxima ou nas áreas de preservação.
“Países já mostraram que o ESG [ambiental, social e governança, na tradução em português] puro acaba com nações e os gigantes sabem disso. Pouco se importam com o bem-estar das mais humildades ou preservação do meio ambiente. Impõem agendas identitárias na mente do povo enquanto infiltram seus reais interesses pelo outro lado”, declarou o ex-presidente.