Nessa quinta-feira (5), o Conselho Nacional de Justiça acionou a Polícia Federal, devido a uma possível “invasão hacker” no sistema oficial do CNJ por um usuário cadastrado, na qual expediu um “mandado de prisão” contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Foto: Divulgação TSE
A inconsistência “fora do padrão” identificada no Banco de dados Nacional de Monitoramento de Prisões do Conselho, a ação foi introduzida por alguém com autorização para usar o sistema. Em um trecho do mandado de prisão, proporciona a expressão “Faz o L”, usada por opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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No curioso problema no sistema do CNJ, o autor do pedido, no caso, o próprio Alexandre de Moraes, se refere a atos do próprio ministro de forma irônica. Após o ataque hacker, o CNJ tirou o processo do sistema.
Veja o falso pedido de prisão:
“Determino a extração integral de cópias e sua imediata remessa para o Inquérito n. 4.874 e de todos os inquéritos de censura e perseguição política, em curso no STF para o CNJ, a fim de que me punam exemplarmente”. A falsa determinação também dizia: “Expeça-se o competente mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L.”
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Devido ao problema identificado no sistema do CNJ, como medida de segurança, haverá restrição de acessos à plataforma, embora a integridade das informações produzidas no sistema, estejam preservadas. Em nota, o Conselho Nacional de Justiça emitiu uma nota sobre o sinistro.
“O Conselho Nacional de Justiça identificou inconsistência ‘fora do padrão’ no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, introduzida por usuário regularmente cadastrado no sistema.
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O caso já se encontra sob investigação oficial das autoridades responsáveis. Cautelarmente, e como medida de segurança, haverá restrição de acessos à plataforma, embora esteja preservada a integridade das demais informações que foram, regularmente, produzidas no sistema”.