MUNDO

Presidente da Comissão Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

Relatos semelhantes já haviam sido registrados por países bálticos e escandinavos, que denunciam interferências constantes no tráfego aéreo e marítimo


Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sofreu bloqueio no sistema de navegação por GPS durante a aproximação ao aeroporto de Plovdiv, na Bulgária, nesse domingo (31). A interferência obrigou os pilotos a recorrerem a mapas de papel para concluir o pouso com segurança. Segundo autoridades locais, a Rússia é a principal suspeita de estar por trás da ação, classificada como parte das táticas de guerra híbrida utilizadas pelo Kremlin.

Foto: Thierry Monasse/Getty Images

Investigações recentes conduzidas por especialistas da Polônia e da Alemanha apontaram que Moscou tem utilizado embarcações e a região de Kaliningrado para realizar bloqueios frequentes de GPS. Relatos semelhantes já haviam sido registrados por países bálticos e escandinavos, que denunciam interferências constantes no tráfego aéreo e marítimo. Em resposta, a União Europeia aplicou sanções contra indivíduos e entidades russas envolvidos nesse tipo de operação.

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A viagem de Von der Leyen incluiu passagens por Letônia, Finlândia, Estônia, Polônia, Bulgária, Lituânia e Romênia, com a meta de ampliar o apoio à Ucrânia. Durante as visitas, ela reforçou a necessidade de os países-membros destinarem mais recursos à defesa de Kiev, destacando que os riscos vindos da Rússia demonstram a urgência de fortalecer a prontidão militar europeia. Para a porta-voz da Comissão, Arianna Podestà, o episódio confirma a gravidade das ameaças que a União Europeia enfrenta diariamente.

Antes da divulgação do incidente, Von der Leyen discursou na capital búlgara, onde enfatizou que a Europa precisa manter um “espírito de urgência” diante do cenário atual. A líder europeia descreveu Vladimir Putin como um “predador” que só pode ser contido por meio de uma dissuasão robusta, reforçando a importância da unidade do bloco em ampliar os investimentos em segurança e defesa.