CIÊNCIA

Estudo aponta sistemas binários mais promissores para abrigar planetas habitáveis

O sistema é composto por uma estrela semelhante ao Sol, classificadas como tipo G, e uma companheira menor do tipo K. Elas orbitam um centro gravitacional comum


Pesquisadores identificaram em Eta Cassiopeiae, um sistema estelar duplo localizado a cerca de 19 anos-luz da Terra, um ambiente raro no campo da astrobiologia: estável, próximo e favorável à presença de pequenos planetas. Modelos recentes mostram que, ao contrário da maioria dos sistemas binários — conhecidos por gerar perturbações que dificultam a formação de mundos rochosos —, essa dupla estelar apresenta características que tornam possível o surgimento de órbitas duradouras e zonas habitáveis preservadas.

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O sistema é composto por uma estrela semelhante ao Sol, classificadas como tipo G, e uma companheira menor do tipo K. Elas orbitam um centro gravitacional comum, porém de maneira suficientemente ordenada para que a influência da estrela secundária não comprometa as regiões internas ao redor da estrela principal. A partir de dados refinados da missão Gaia, cientistas calcularam trajetórias e massas estelares, o que permitiu simular a estabilidade de órbitas planetárias hipotéticas.

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Os resultados indicaram que regiões externas — acima de oito unidades astronômicas — seriam instáveis demais para manter planetas por grandes períodos. No entanto, a área interna, onde se encontra a zona habitável, apresentou um comportamento robusto, permitindo órbitas longas e estáveis. Mesmo em trajetórias mais excêntricas, os modelos apontam que pequenos planetas poderiam manter condições favoráveis à presença de água líquida e sobreviver por bilhões de anos.

Outro ponto decisivo é o que não foi observado: não há sinais de gigantes gasosos no sistema. Análises de velocidade radial não detectaram variações gravitacionais típicas desses planetas, sugerindo sua ausência. Em muitos sistemas, gigantes instáveis acabam destruindo regiões internas e impossibilitando a formação de mundos rochosos; por isso, a falta desses corpos em Eta Cassiopeiae reforça ainda mais seu potencial habitável.

Diante desse conjunto de fatores — proximidade, estabilidade da zona habitável e ausência de distúrbios causados por planetas massivos —, Eta Cassiopeiae deve se tornar um dos principais alvos de telescópios avançados na próxima década, como o Extremely Large Telescope. Embora ainda não exista confirmação de planetas no sistema, as condições estruturais identificadas tornam o local um dos mais promissores para futuras descobertas sobre ambientes capazes de sustentar vida.

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