O Crédito Rosa encerrou 2025 reafirmando-se como uma das principais iniciativas estaduais de estímulo ao empreendedorismo feminino. Criado pelo Governo do Amazonas e executado pela Secretaria de Assistência Social (Seas) em parceria com a Afeam, o programa registrou mais um ano de expansão no atendimento e no volume de recursos liberados. Somente até novembro, foram investidos R$ 16.694.000 em financiamentos destinados a mulheres que buscam consolidar ou ampliar seus negócios. No total, 1.818 empreendedoras foram contempladas — 301 em Manaus e 1.517 no interior — reafirmando a capilaridade da política pública.

Foto: Divulgação/Seas
Desde 2022, quando foi lançado, o programa já beneficiou 5.582 mulheres em diversas regiões do estado, totalizando R$ 38.161.848 aplicados diretamente em atividades conduzidas por empreendedoras amazonenses. Para a secretária da Seas, Kely Patrícia, o impacto vai muito além da esfera financeira. “O Crédito Rosa transforma vidas ao ampliar a autonomia financeira das mulheres. Esse é um compromisso prioritário do Governo do Amazonas. Quando acompanhamos histórias como essas, vemos na prática como o programa abre portas, gera oportunidades e fortalece a independência das mulheres”, destacou.
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O atendimento estruturado é um dos fatores que sustentam o avanço do programa. Mais de 31 profissionais atuam entre capital e interior, capacitados para orientar, acompanhar e prestar suporte às beneficiárias. Em Manaus, os atendimentos ocorrem na sede da Seas, na zona centro-sul, e no PAC do Studio 5, zona sul da cidade. A coordenadora da iniciativa na capital, Natasha Mille, explica que cada etapa do processo é conduzida de forma humanizada. “Além do acolhimento inicial, as servidoras também realizam o acompanhamento das beneficiárias, esclarecem dúvidas e auxiliam durante todo o processo, assegurando que o acesso ao benefício seja ágil e sem burocracia desnecessária”, afirma.
No interior, onde o programa mantém polos em 17 municípios — entre eles Autazes, Coari, Manacapuru, Maués, Borba e Novo Airão — a atuação das equipes garante que o crédito chegue também às mulheres que vivem longe dos grandes centros. A coordenadora dessa frente, Luciana Carvalho, reforça o papel social dessa presença. “Nosso trabalho é estar perto delas, orientar, ajudar e mostrar que é possível transformar a vida por meio do empreendedorismo”, declarou. A descentralização do atendimento permitiu que o programa alcançasse um público historicamente afastado de serviços financeiros.
Com financiamentos que variam entre R$ 500 e R$ 21 mil, conforme análise de crédito, o programa é destinado a mulheres empreendedoras, autônomas ou MEI, desde que estejam com o nome sem restrições. Os recursos podem ser aplicados na compra de máquinas, móveis, equipamentos, ou utilizados para modernizar, ampliar e manter atividades produtivas. Assim, o Crédito Rosa segue fortalecendo a autonomia financeira feminina e contribuindo para o desenvolvimento econômico do Amazonas, consolidando-se como uma política pública que transforma realidades e amplia oportunidades.