JUDICIÁRIO

Moraes determina perícia para confirmar necessidade de cirurgias em Bolsonaro

Com a perícia determinada, caberá à PF confirmar se existe urgência nos procedimentos alegados e se há justificativa para transferência imediata do ex-presidente a um hospital


O ministro Alexandre de Moraes ordenou que a Polícia Federal realize, em até 15 dias, uma perícia médica no ex-presidente Jair Bolsonaro para verificar se há necessidade das cirurgias apontadas por sua defesa. A medida foi adotada após o ministro destacar que o exame de corpo de delito feito no dia da prisão, em 22 de novembro, “não houve registro de qualquer condição médica que indicasse a necessidade de imediata intervenção cirúrgica”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Moraes também lembrou que determinou atendimento médico contínuo a Bolsonaro e que, desde então, “não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial”. Segundo ele, os exames apresentados pelos advogados não são atuais, sendo o mais recente de três meses atrás e sem indicação, à época, de urgência cirúrgica.

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Defesa aponta duas cirurgias urgentes

A defesa afirma que Bolsonaro precisa de dois procedimentos:

  • bloqueio anestésico do nervo frênico, devido a crises de soluços incoercíveis e refratários;
  • herniorrafia inguinal, para tratar uma hérnia que teria piorado recentemente.

De acordo com o relatório médico anexado, os soluços seriam consequência de cirurgias abdominais anteriores e teriam afetado alimentação, sono, respiração e repouso. Sobre a hérnia inguinal, o médico Claudio Birolini escreveu: “Nas últimas semanas tem se queixado de dores e desconforto na região inguinal, potencializados pelo aumento de pressão abdominal intermitente, causada pelas crises de soluços. Assim torna-se necessário o tratamento cirúrgico sob anestesia geral.”

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Pedidos adicionais

A defesa ainda solicita prisão domiciliar humanitária, alegando incompatibilidade entre o estado de saúde de Bolsonaro e sua permanência na Superintendência da PF. Também pede autorização para deslocamentos exclusivos para tratamento médico, com aviso prévio ou justificativa posterior.

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Com a perícia determinada, caberá à PF confirmar se existe urgência nos procedimentos alegados e se há justificativa para transferência imediata do ex-presidente a um hospital particular.