POLÍCIA

Justiça manda prender Oruam após descumprimento de medidas; rapper é considerado foragido

Revogação de liminar do STJ ocorreu após registros de 66 violações à tornozeleira eletrônica, segundo a Seap


O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, passou a ser considerado foragido após a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinar sua prisão preventiva. A decisão foi tomada depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a liminar que permitia ao artista responder em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica. A Polícia Civil informou que esteve na residência do cantor para cumprir a ordem judicial, mas ele não foi localizado.

Foto: Reprodução

A revogação da liminar ocorreu com base em relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que apontaram reiterados descumprimentos das condições impostas pela Justiça. Conforme os registros, o réu deixou de cumprir o recolhimento domiciliar noturno em diversas ocasiões e apresentou períodos prolongados com o equipamento desligado, incluindo 22 incidentes entre outubro e novembro de 2025.

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Segundo a Seap, Oruam utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro do ano passado e, a partir de 1º de novembro, passou a acumular violações. Ao todo, foram contabilizadas 66 ocorrências, sendo 21 classificadas como graves apenas em 2026, em sua maioria por falta de carregamento da bateria. Em nota, o órgão informou que “as violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio”.

A secretaria também relatou que o artista compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro de 2025 para substituição do dispositivo. A tornozeleira retirada foi submetida à perícia, que identificou dano eletrônico possivelmente causado por alto impacto. Mesmo após a troca, o novo equipamento voltou a registrar falhas por ausência de carregamento e, desde 1º de fevereiro deste ano, permanece descarregado.

Diante do histórico de descumprimentos, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva. Com a queda da liminar do STJ, a juíza Tula Corrêa de Mello concluiu que “as medidas alternativas se mostraram insuficientes, determinando a retomada da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal”.

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Oruam é réu por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Outras três pessoas — Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos — também respondem ao processo. A denúncia aponta que, durante uma operação policial em 22 de julho de 2025 na casa do rapper, para apreensão de um menor suspeito de atos análogos ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais, ele e outras sete pessoas teriam arremessado pedras de grande peso contra os agentes.

O cantor é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que cumpre pena em penitenciária federal. Até o momento, não há informação sobre sua localização.

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