TECNOLOGIA

Atualização do Android 16 expõe milhões de celulares a riscos de segurança

Fragmentação do sistema e fim do suporte a versões antigas deixam mais de 40% dos aparelhos sem correções críticas


A recente atualização do sistema operacional Android reacendeu o alerta sobre segurança digital entre usuários de smartphones. Dados divulgados pela própria Google indicam que uma parcela significativa dos aparelhos em circulação não receberá proteções essenciais, o que amplia a exposição a malwares e spywares. Segundo a empresa, mais de 40% dos dispositivos com Android estão nessa condição, o que representa mais de um bilhão de celulares potencialmente vulneráveis.

Divulgação

Levantamento apresentado pela companhia em dezembro mostra a distribuição atual das versões do sistema. Apenas 7,5% dos aparelhos utilizam o Android 16, enquanto 19,3% operam com o Android 15, 17,9% com o Android 14 e 13,9% com o Android 13. Já os dispositivos que permanecem no Android 12 deixaram de receber suporte de segurança. Com isso, pouco menos de 58% dos telefones ainda contam com atualizações de proteção ativas.

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A estrutura do ecossistema Android é apontada como um dos fatores que contribuem para o problema. Como o sistema é utilizado por diversas fabricantes, cada marca define por quanto tempo oferecerá atualizações a seus modelos. Em geral, o suporte é mantido por dois ou três anos. Após esse período, os aparelhos continuam funcionando, mas deixam de receber correções contra falhas de segurança.

Esse cenário favorece a chamada “vulnerabilidade de patch”. Quando a Google corrige e divulga uma falha, a informação também acaba indicando aos criminosos digitais onde explorar brechas em aparelhos que não receberam a atualização. A empresa tenta reduzir o impacto por meio do Project Mainline, que permite atualizar alguns componentes do Android diretamente pela Play Store e pelo Play Protect, sem depender das fabricantes, embora o alcance da ferramenta seja limitado.

No campo da responsabilidade pelo suporte, a Google afirma que desenvolvedores e fabricantes devem manter a compatibilidade de aplicativos e sistemas em modelos antigos. Ainda assim, a descontinuação de suporte já atinge aparelhos relativamente recentes, como modelos da linha Samsung Galaxy S21 em versões mais antigas do sistema. Sem correções críticas, usuários ficam mais suscetíveis a ransomware, roubo de dados bancários e captura de credenciais, o que reforça a importância de manter dispositivos com suporte ativo de segurança.

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