ECONOMIA

Passagens aéreas, Transporte por aplicativo e chocolate puxam inflação acumulada em 12 meses

Dados do IBGE apontam avanço de 4,39% no acumulado anual; alimentos e setor de saúde tiveram maior impacto no índice de abril


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,67% em abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da desaceleração em relação aos meses anteriores, o resultado foi o maior para abril desde 2022. No acumulado do ano, o índice soma 2,60%, enquanto a alta em 12 meses chegou a 4,39%.

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Entre os itens que mais pressionaram o custo de vida no período de um ano estão o transporte por aplicativo, as passagens aéreas e o chocolate. O serviço de transporte por aplicativo liderou os reajustes, com aumento de 28,51%. Já as passagens aéreas acumularam alta de 23,23%, influenciadas pelo encarecimento do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio. O chocolate aparece logo em seguida, com avanço de 22%.

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Os alimentos também continuam entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária. No acumulado de 12 meses, a cenoura registrou aumento de 54,9%, seguida pelo pepino, com 43,3%, batata-doce, com 31,83%, e feijão-carioca, que subiu 29,09%. As carnes, produto de forte peso no orçamento das famílias, tiveram elevação de 7,45%.

Outros segmentos também apresentaram reajustes expressivos. As joias acumularam alta de 26,1%, os jogos de azar avançaram 15,17% e os videogames tiveram aumento de 11,68%. O café solúvel ficou 11,33% mais caro, enquanto o café moído apresentou queda de 5,99% no período analisado.

Somente em abril, o grupo Alimentação e Bebidas foi o que mais impactou o IPCA, com variação de 1,34% e contribuição de 0,29 ponto percentual no índice geral. Entre os produtos com maiores aumentos no mês estão cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%).

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O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também exerceu forte influência sobre o resultado do mês, ao registrar alta de 1,16%, com impacto de 0,16 ponto percentual. Os produtos farmacêuticos subiram 1,77% após a autorização do reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de 1º de abril. Já os artigos de higiene pessoal avançaram 1,57%, com destaque para os perfumes, que tiveram aumento de 1,94%.