A derrota histórica da seleção brasileira comandada por Fernando Diniz, contra a Argentina, trouxe, além da quebra de um tabu do único time da América do Sul que jamais perdeu em casa em jogos oficias das eliminatórias da Copa do Mundo promovida pela FIFA, o impasse ocorrido entre as torcidas dos dois times, antes do início da partida, trouxe prejuízos e acusações entre a CBF, Conmebol e a FIFA. O conflito teria sido motivado por vais da torcida brasileira diante do hino argentino.

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A FIFA se pronunciou diante do caso e afirmou categoricamente que a CBF é a responsável pelo que aconteceu no Maracanã antes do início do jogo entre Brasil e Argentina. A entidade internacional se baseou no artigo 17 do Código de Disciplina da Fifa, em sua versão de 2023, que trata de “ordem e segurança no jogo”:
– Os clubes e federações mandantes são responsáveis pela ordem e segurança dentro e ao redor do estádio antes, durante e depois dos jogos. […] São responsáveis por incidentes de qualquer tipo.
Segundo reportagem da TV Globo, que transmitia a partida, a torcida brasileira começou a vaiar o hino argentino por ser tocado primeiro, gesto que trouxe descontentamento dos “Hermanos”, ocasionando assim o início de uma briga generalizada na arquibancada. A segurança particular do estádio foi acionada para conter o tumulto, porém sem sucesso. Na ocasião o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE) entrou em ação e conteve com “energia” a fúria dos torcedores rivais.
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O início da partida atrasou em 30 minutos devido à confusão. Jogadores dos dois times tentaram pedir calma aos exaltados nas arquibancadas. O incidente entre a polícia e os torcedores argentinos, quase provocou o cancelamento do jogo, pois os jogadores alvi-celestes, se retiraram do gramado do Maracanã revoltados com a forte repressão do BEPE diante do tumulto.
O que chamou a atenção, foi a falta de isolamento entre as torcidas. Torcedores argentinos estavam ao lado da torcida brasileira, sem que houvesse qualquer barreira física ou humana entre os rivais.
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afirmou em nota que a polícia militar do Rio de Janeiro e demais autoridades públicas estavam cientes da realização da partida com torcida mista. A CBF disse também que esse tipo de evento é o padrão em competições organizadas pela Fifa e Conmebol. Veja a nota completa no link: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/index/nota-oficial-brasil-x-argentina
Porém, conforme o repórter Eric Faria, da TV Globo, o BEPE afirmou que a culpa é da organização do evento, pois não se preocupou na divisão das torcidas durante a venda de ingressos. Entretanto, a CBF responsabilizou o consórcio Maracanã, administrado por Flamengo e Fluminense.
Segundo Eric Faria, a entidade informou que apenas faz a locação do estádio e a culpa é do Consórcio. Em resposta aos questionamentos, a gestão do estádio afirmou que a culpa é toda da CBF, que não atentou à separação das torcidas no estádio.