Em pronunciamento à imprensa mundial, no último sábado (6), o chefe do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, afirmou ter conversado com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que confirmou sua presença na cerimônia de premiação do Nobel da Paz, marcada para quarta-feira (10), em Oslo, Noruega.

Foto: Jesus Vargas/picture alliance via Getty Images
Segundo Harpviken, a conversa aconteceu na noite anterior ao pronunciamento (sexta-feira, 05 de novembro), porém não revelou detalhes da viagem devido a questões de segurança.
Continua depois da Publicidade
Uma entrevista coletiva com a vencedora do Nobel da Paz deste ano estava marcada para esta terça-feira (9), entretanto, o comitê da premiação cancelou por ora o evento. Contudo, a comissão não informou se Corina está na Noruega, ou o motivo do cancelamento da entrevista.
A presença de Machado era incerta, já que ela está escondida na Venezuela desde a intensificação da perseguição política após as eleições de 2024, cujo resultado — que garantiu a reeleição de Nicolás Maduro — não é reconhecido pela oposição nem por parte da comunidade internacional. O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, chegou a afirmar que ela seria considerada “foragida” caso deixasse o país.
O evento em Oslo também contará com a participação de Edmundo González, candidato presidencial opositor que vive atualmente na Espanha.
Continua depois da Publicidade
Premiada em outubro, Machado foi escolhida pelo comitê por sua atuação pacífica em defesa da democracia e dos direitos humanos na Venezuela. O prêmio inclui uma quantia de 11 milhões de coroas suecas, equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões.
A premiação reacendeu críticas ao regime de Maduro e debates internacionais, já que a opositora é apoiada pelos Estados Unidos em um momento de crescente tensão militar na região. O Comitê do Nobel descreveu Machado como uma “campeã comprometida da paz”, destacando sua luta por uma transição democrática no país.