O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3/1) que forças norte-americanas realizaram uma operação de grande escala na Venezuela, com ações concentradas em Caracas, que resultaram na captura de Nicolás Maduro. Segundo o anúncio, divulgado na rede social Truth Social, Maduro foi levado para fora do país junto com a esposa. Trump informou ainda que uma coletiva de imprensa será realizada ainda hoje para detalhar a operação.

Divulgação internet
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, declarou Trump. O presidente norte-americano acrescentou que a ação foi conduzida “em conjunto com as forças de segurança americanas”.
Continua depois da Publicidade
Em resposta, o governo venezuelano acusou os Estados Unidos de promover uma agressão militar contra o país. Em comunicado divulgado à imprensa internacional, Nicolás Maduro declarou estado de emergência em todo o território nacional. “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, afirmou a nota oficial. O governo da Venezuela também disse rejeitar a “grave agressão militar perpetrada pelo governo atual dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos”, mencionando ações em áreas civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Diante do anúncio feito por Trump, o governo brasileiro reagiu com a convocação de uma reunião de emergência. Ministros e assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirão às 10h deste sábado (3/1), no Itamaraty, para discutir os desdobramentos da invasão da Venezuela e da captura de Nicolás Maduro. Segundo interlocutores, Lula já foi informado sobre a situação e avalia a possibilidade de antecipar o retorno a Brasília, previsto inicialmente para a próxima segunda-feira (6/1).
Lula está de férias no Rio de Janeiro desde sábado (27), acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, em uma área administrada pela Marinha do Brasil
Continua depois da Publicidade
A movimentação diplomática ocorre em meio à repercussão internacional do caso, enquanto governos acompanham os desdobramentos da operação anunciada pelos Estados Unidos e as reações oficiais da Venezuela.